Ascensão de mulheres empresárias em áreas STEM da América Latina

Nos últimos cinco anos, as empreendedoras de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) tiveram um crescimento significativo na América Latina e no Caribe (ALC).

54% deles levantaram capital investidor anjo ou capital de risco e quase 80% planejam expandir sua empresa internacionalmente nos próximos cinco anos, de acordo com o novo estudo wX Insights 2020: The Rise of Women STEMpreneurs, preparado pelo BID Lab, o laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em colaboração com o Santander X.

Das 405 empresas lideradas por mulheres empresárias pesquisadas, 25 estão sediadas nos países da ALC. O Brasil lidera com 17% entre os países pesquisados e é seguido pelo Peru com 12%. Argentina e México se igualam com 11% e por último a Colômbia aparece com 9% das empresas lideradas por mulheres.

Segundo os entrevistados, a principal motivação a empreender no setor de STEM é a ambição de expandir sua empresa além do mercado interno, principalmente regional. Isto é seguido pela motivação do desafio pessoal e resolução de problemas sociais.

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Os setores mais representativos das empresas criadas pelas empreendedoras foram Fintech, Edtech, Healthtech e Biotech. Ainda segundo o estudo, “são setores que têm importantes oportunidades de crescimento e potencial de impacto na América Latina e no Caribe, o que parece indicar alinhamento com as três principais motivações dos empreendedores pesquisados para criar suas empresas: objetivo, desafios e paixões pessoais, além de entusiasmo resolver problemas prementes de suas comunidades ou países”.

Desafios a serem superados na região da América Latina e do Caribe Por exemplo, considerando que 46% dos empresários de STEM têm pelo menos um dependente, o equilíbrio entre vida profissional e familiar e o papel social das mulheres foram identificados como um dos três desafios mais importantes.

Desafios a serem superados na região da América Latina e Caribe:

Por exemplo, considerando que 46% dos empresários de STEM têm pelo menos um dependente, o equilíbrio entre vida profissional e trabalho e o papel social das mulheres foi identificado como um dos três desafios mais importantes.

Além disso, o acesso ao financiamento foi apontado como o maior desafio e motivo de frustração por 59% dos empresários pesquisados, que também indicaram que a falta de contatos para acessar investimentos e a falta de capital disponível são as principais barreiras para acessar o financiamento.

Apesar de algumas barreiras persistentes, o relatório aponta para sinais positivos. O número de cofundadores aumentou nos últimos cinco anos, especialmente em setores tradicionalmente dominados por homens, como a Fintech.

Fonte: El CEO.