Nove perguntas que você deve fazer ao psicólogo antes de iniciar uma terapia

Você está há semanas com algo que o altera, ou já pode ser meses. Quando você por qualquer coisa mínimo, começa a chorar sem motivo. Os amigos não ajudam, mas você sabe que precisa de ajuda, então começa a trabalhar para marcar uma consulta com um psicólogo. Você está claro que é a solução, mas como você sabe se está escolhendo a pessoa certa? A melhor maneira de descobrir é não deixar que o profissional seja o único a fazer perguntas.

Antes de contar a ele sobre sua vida, pergunte a ele sobre sua carreira:

No que diz respeito aos psicólogos, como em todas as carreiras, existem profissionais e profissionais. Alguns são adequados para a realização de certos projetos e outros se encaixam perfeitamente no manuseio de situações completamente diferentes. Saber o que mais lhe convém no seu caso é mais fácil se você conseguir responder a essas perguntas.

Qual é a sua especialidade?

Existe uma condição inegociável na escolha de um psicólogo: quem quer que o atenda deve ser um profissional de saúde ou clínico, apenas eles estão autorizados a fazer uma terapia, de acordo com a legislação. Além disso, o especialista deve estar registrado, um requisito também essencial para admitir você como paciente. “Pessoas como ‘treinadores’ que não são psicólogos não podem fazer terapia”, diz Elena Dapra, psicóloga clínica e membro do Colégio Oficial de Psicólogos de Madri – Espanha (COPM).

Para verificar se é o caso do profissional a quem queremos ir, é melhor ligar para Conselho Regional de Psicologia em que ele está registrado, ou para o Conselho Federal de Psicologia. É claro que Álava esclarece que, para tratar certos casos, é necessário treinamento específico, como problemas no comportamento alimentar, tratamentos para menores e pessoas que sofreram algum trauma.

Que tipo de terapia vamos fazer?

É importante saber qual é o roteiro proposto pelo profissional, pois eles são muito diferentes e é importante estar disposto a se submeter a eles. Cada psicólogo tem suas preferências. “O cognitivo comportamental trata a maneira como o indivíduo interpreta as situações, como ele reage a elas e as emoções que o geram; a psicanálise busca a origem de nossos problemas em experiências passadas (geralmente na infância); a abordagem sistêmica trabalha a partir da posição que você ocupa em certas situações da sua vida…”, diz Álava. Qual o especialista escolhido dependerá da escola de onde vem e do tipo de problema que colocamos. “Embora eu não esteja completamente esclarecida sobre o que está acontecendo, após uma primeira sessão, o psicólogo desenvolverá uma hipótese de trabalho na qual escolherá o tipo de terapia “, continua a especialista.

Como sei que funcionará?

Solicitar resultados garantidos é demais, mas com essa pergunta você pode obter informações relevantes. “Devemos perguntar e investigar se a metodologia usada pelo especialista é apoiada por evidências empíricas e sua eficácia foi demonstrada em casos como o que propomos”, diz Álava. Para verificar, podemos abordar o terapeuta e qualquer faculdade de psicólogos. Se uma metodologia tem aval científico em casos como o nosso, é provável que funcione, mas não garante que funcione: também é importante se sentir confortável com o método. “O ‘sentimento’ entre o psicólogo e o paciente é fundamental. Quando não há, podemos nos ver enojados em uma terceira ou quarta sessão e queremos sair sem ter conseguido nada”, diz Dapra. Álava concorda: “é preciso criar um vínculo e uma aliança terapêutica. A pessoa à nossa frente deve nos dar credibilidade e devemos confiar nas emoções que ele nos transmite”.

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Então é hora de chegar ao ponto:

Você foi recomendado a um profissional que pareça competente e, se fosse por você, começaria a terapia hoje. Paciência. Há mais coisas que devem ficar claras antes de contratar seus serviços.

Quanto vai me custar?

Perguntar sobre o preço é algo de mau gosto? Nada disso. Além disso, você faria algo errado se evitar esse problema. Dapra acredita que pagar menos não é recomendado: “quem cobra pouco é porque não tem pacientes e usa o preço como uma reclamação ou porque é pouco valorizado profissionalmente”. Também há psicólogos que oferecem a primeira sessão gratuita, mas “é uma maneira de atrair clientes”, acrescenta Dapra. E o que acontece se você não puder pagar? “Existem centros que trabalham com fundações ou são integrados a mestres, que são mais baratos. Existem também algumas comunidades autônomas (por exemplo, em Madri) que começaram a desenvolver programas para o gerenciamento de alguns distúrbios como a ansiedade”, diz Alava. No Brasil, você pode procurar atendimento psicológico sem custo nas Unidades Básicas da Família (UBS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Quanto tempo durará o tratamento?

Não hesite em fazer esta pergunta, mas lembre-se de que é difícil responder, mesmo para os profissionais mais preparados. “Depende de muitas variáveis”, diz Álava. O principal é que estamos envolvidos na terapia. O psicólogo fornecerá as ferramentas, técnicas e estratégias para resolver o problema, mas o trabalho deve ser realizado pelo paciente. “Depende também do tipo de diagnóstico, um transtorno de ansiedade não é o mesmo, com um tratamento mais curto (“entre três e seis meses, em média “, segundo Dapra), do que uma personalidade, que precisa de ferramentas para toda a vida”, esclarece Álava. É mais claro o que durarão as sessões: “entre 40 minutos e uma hora”, diz Dapra.

E se eu precisar de medicação?

“O habitual é que a terapia psicológica seja suficiente”, diz o especialista, mas há certas pessoas que podem precisar de drogas. Nesses casos, o especialista recomendará uma visita a um psiquiatra. “O psicólogo não pode prescrever medicamentos e nunca deve fazê-lo”, diz o especialista. Você nem deve nos enviar ou propor remédios para homeopatia. “Se ele faz, desconfie”, diz Álava.

Melhor perguntar agora do que arrepender depois:

Após o início do tratamento, é normal que as perguntas continuem a surgir. Qualquer fase da terapia é oportuna para realizá-las, mas é melhor progredir. Estes são os problemas que podem surgir durante o tratamento.

Como saberei se o tratamento está funcionando?

“O melhor indicador é como você se sente, mas existem registros e medidas tomadas durante a terapia”, diz Álava. O profissional pode mencioná-los com antecedência. O especialista refere-se, por exemplo, a questionários elaborados pelo psicólogo ou jornais nos quais o processo é apontado. Para que possamos comparar se continuarmos a ter o mesmo tempo de inatividade de quando iniciamos a terapia, se nos sentirmos igualmente mal… Eles também nos permitem medir nossa melhoria com as habilidades emocionais da linguagem que estamos adquirindo ao longo das sessões: “No início, você sente ‘regular’, ‘ruim’ ou ‘bom’, mas essas não são emoções. Depois de três ou quatro sessões, você pode se expressar mais”, diz Dapra.

O que devo fazer se não notar uma melhora?

A confiança que o terapeuta pode estabelecer com você entra em jogo aqui. “Se você ficar ocupado, deve ser honesto e claro com o psicólogo”, diz Álava. Somente então você poderá avaliar se deseja mudar o foco, procurar outras variáveis ​​que não estão sendo tratadas ou saber se está focando apenas o negativo. “Há pessoas que procuram o psicólogo com expectativas de estar sempre bem, mas isso é impossível na vida. Não se trata de ficar em uma nuvem rosa o dia todo, mas de saber lidar com situações ruins e o psicólogo é quem nos dará as ferramentas para isso”, esclarece o especialista.

E se eu recair no final da terapia?

“Uma parte muito importante das sessões é trabalhar na prevenção para que isso não aconteça, mas se acontecer, não precisamos nos preocupar. Podemos voltar para revisar as ferramentas e técnicas que aprendemos”, continua Álava. Nesse caso, é muito provável que o processo seja muito mais curto: “O habitual é que, em poucas sessões, seja alcançado novamente”, conclui.

Fonte: El País.

6 Replies to “Nove perguntas que você deve fazer ao psicólogo antes de iniciar uma terapia”

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