Estudo revela o surgimento de sintomas de estresse pós-traumático durante o isolamento por COVID-19

A prevalência de sintomas de estresse pós-traumático (PTSS) em Wuhan, epicentro dos casos de Coronavírus na China, foi de 7% um mês após o início da epidemia de COVID-19, de acordo com um novo estudo intitulado “Prevalence and predictors of PTSS during COVID-19 Outbreak in China Hardest-hit Areas: Gender differences matter” (Prevalência e preditores de PTSS durante o surto de COVID-19 nas áreas mais atingidas da China: as diferenças de gênero são importantes), que foi publicado na Psychiatry Research. O estudo também fornece algumas novas ideias sobre os preditores de PTSS durante o surto de COVID-19.

Os sintomas de estresse pós-traumático incluem memórias indesejadas intrusivas, sonhos perturbadores, comportamento irritável, hiperexcitação e dificuldade de concentração.

Kevin Frayer/Getty Images

Em dezembro de 2019, um surto de doença respiratória causada pelo novo coronavírus foi identificado em Wuhan, na província de Hubei, China. Isso fez as autoridades declararem uma quarentena obrigatória que entrou em vigor em 23 de janeiro de 2020.

Os pesquisadores observaram que “a falta de informações claras e definidas” sobre o vírus, bem como “a escassez de profissionais e recursos médicos” deixaram os residentes da região “sofrendo intensa ansiedade devido à incerteza e insegurança”.

Entre 30 de janeiro e 8 de fevereiro de 2020, os pesquisadores entrevistaram 285 moradores de Wuhan e cidades vizinhas. Eles descobriram que as mulheres, as populações mais suscetíveis à infecção e as que têm mais problemas para dormir eram mais propensas a apresentar sintomas aumentados de estresse pós-traumático.

Dado que a situação em Wuhan ainda está se desenvolvendo, os pesquisadores dizem que “têm motivos para acreditar que a prevalência de sintomas de estresse pós-traumático entre o público nas áreas mais afetadas será mais grave do que os resultados deste estudo”.

Fonte: PsyPost.